Celebre a vida

Está chegando ao fim uma semana muito pesada. Novos ares se avizinham, mas para muitos a semana que passou foi um divisor de águas.

Agora é a melhor ocasião para celebrar a vida, com ou sem champanhe. Faça isso ainda hoje (Sabel Blanco/Pexels)
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Astrologia presente no dia a dia

No último fim de semana de junho, pretendo deixar um questionamento para a nossa vida. Você consegue detectar como a Astrologia está presente na sua vida?

Adotando uma perspectiva mais ampla, poderemos acompanhar as grandes tendências (NASA/Unsplash)
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O lado profundo de Gêmeos

Com a Lua fora de curso na maior parte do dia (ela entra em Áries às 15h28), o jeito é tentar concentrar o dia em coisas rotineiras ou mais calmas. Por que não estudarmos mais sobre Gêmeos, o signo por onde o Sol transita no momento? Vejamos este approach mais profundo para a duplinha mais malandra do Zodíaco.

Engana-se (e muito) quem pensa em Gêmeos como um signo fraco, oco, rasteiro e superficial (Foto: PxHere)
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A complexidade de Touro

A exemplo do que já fiz com Áries, vamos dedicar a Touro um post mais profundo. Por ser o primeiro signo de terra, afeito a prazeres simples da vida, este signo é considerado meio elementar, quase primário. Que engano, minha gente. Na verdade, este “textão” quer mencionar alguns aspectos mais espirituais e complexos de um dos signos mais materiais do Zodíaco. Prontos para uma jornada quase esotérica?

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Conheça a ligação entre Touro e Buda, um dos grandes sábios da humanidade (Rktkn/Unsplash)

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Tudo começa em Áries

Estamos mais ou menos na metade da temporada de Áries. Todos nós sentimos os efeitos do Sol no signo do Carneiro, do início, da centelha e do pioneirismo. Que tal prestarmos mais atenção a um lado mais oculto de Áries? Ou será que não é tão oculto assim? Vem aí textão…

Carneiro celeste, Áries representa a intenção divina, o propósito por trás da Vontade de Deus (Foto: MaxPixel)
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Como se faz um mapa astral

Entender como funciona o processo de confeccionar e interpretar posicionamentos e movimentos de planetas pode ajudar você a saber mais sobre o seu próprio mapa.

Posição e movimento dos planetas nas casas e nos signos precisa de interpretação precisa (Mira Cosic/Pixabay)

Mais do que luz nas experiências diárias e reconhecimento do movimento de planetas, nosso horóscopo pessoal (ou mapa natal) é capaz de fornecer uma infinidade de sugestões e de informações. Por isso é que me disponho, antevendo uma linda Lua em Sagitário em conjunção a Júpiter, a partilhar segredos da profissão de astrólogo. Quem já tiver seu mapa astral pode dar uma olhada nele e entender como ele funciona.

Para quem não sabe, o mapa natal revela a localização dos planetas no céu no momento do nascimento, daí a importância de saber a hora exata que você nasceu. Ele é um gráfico. Uma análise desse gráfico, também chamado de horóscopo (do grego hors (horário) + skope (eu vejo), pode fornecer uma visão profunda de sua personalidade, motivações e desejos.

Não quero me alongar aqui sobre a história da Astrologia. Nossos ancestrais observaram os céus e rastrearam fenômenos importantes, como eclipses, cometas e padrões cíclicos (as fases da Lua). Mapearam constelações, identificaram estrelas e planetas há 6.000 anos, antes mesmo de construírem instrumentos de observação. Por isso é que os planetas clássicos só vão até Saturno, o último planeta observável a olho nu.

Atribui-se aos babilônios a divisão do céu em 12 setores e cada um deles com o nome de uma constelação, dando a este cinturão o nome de Zodíaco. Os babilônios observaram o movimento dos planetas e viam que correspondiam a eventos auspiciosos (ou não) na Terra. Foram os romanos, já no primeiro século, que ampliaram a interpretação de estrelas, planetas e constelações (que depois migraram para signos) usando a sua mitologia. É por isso que os nomes são latinos, jamais gregos. A mistura de observação e folclore deu origem à Astrologia, que tanto reverbera na experiência humana e no inconsciente coletivo até hoje. Mas como é isso?

Vou tentar uma explicação simples. Durante séculos, a Astrologia estava no coração da ciência, da medicina, da filosofia e da magia. O axioma hermético (de Hermes, ou Mercúrio) “como acima, tão abaixo” significava a crença de que o vasto e misterioso macrocosmo do universo reflete o microcosmo das experiências humanas. O advento do telescópio (já no século 17) e a correspondente descoberta dos chamados “planetas modernos” – Urano, Netuno e Plutão – completaram o quebra-cabeça celestial. Embora a função da astrologia tenha mudado (hoje é mais usada para autoconhecimento do que para prever boas colheitas ou resultado de guerras), hoje ainda observamos os planetas como os antigos babilônios fizeram.

Os símbolos refletem quem somos

Embora a astrologia seja um estudo vasto, complexo e altamente especializado, ela fascina os leigos porque seus princípios básicos não deixam de ser simples. O mapa natal é como uma foto do céu no momento do seu nascimento. Esta foto revela a localização precisa de cada um dos planetas e qual signo eles ocupavam. Em alguns mapas de nascimento, temos planetas concentrados num só signo; em outros, eles estão espalhados pelo céu. A distância entre esses planetas é importante, pois cada um tem sua própria função celestial.

Aprender também como os planetas se movem é um passo crítico no início de sua jornada para as estrelas. Os planetas com órbitas curtas movem-se pelo Zodíaco frequentemente e são específicos da data e hora de nascimento de um indivíduo. Chamados de planetas interiores (ou internos), eles incluem o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus e Marte. São terrivelmente pessoais e afetam diretamente nossas personalidades únicas e as experiências do dia a dia.

Os planetas do outro lado do Cinturão de Asteroides são referidos como os planetas exteriores. Esses corpos celestes – Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão – movem-se muito mais devagar, trocando signos em intervalo que variam de um a até 30 anos. Os planetas exteriores definem temas de vida maiores, bem como experiências compartilhadas por gerações. Por isso às vezes também são chamados de geracionais.

O significado dos planetas exteriores em um mapa natal é determinado pelas casas que eles ocupam. Um mapa é dividido em doze seções referidas como casas. Cada casa representa uma área da vida e são divididas assim: as casas de 1 a 6 abordam atividades cotidianas e assuntos mundanos, como finanças pessoais, casa e rotinas; as casas de 7 a 12 estão relacionadas a conceitos mais abstratos, incluindo filosofia, legado e habilidades psíquicas. A colocação dos planetas nas casas revela onde armazenamos nossa energia, bem como nossos pontos fortes e fracos.

Vamos dar uma no mais básico, o resumão, o essencial e fundamental de cada planeta. Lembro também que, para a Astrologia, Sol e Lua são considerados planetas, mesmo sabendo que não são.

Este é o resumo mais básico do significado dos planetas no mapa (Arte: Berliques e Berloques)

Examine seu próprio mapa e considere os planetas e seus signos e casas correspondentes. Como a função de um planeta é influenciada pelo seu signo do Zodíaco e qual área da vida impacta mais diretamente? É a partir daqui que começa a sua interpretação única de um mapa natal. Ela sempre leva em consideração o planeta no signo e na casa. Os antigos sempre prestavam muita atenção ao movimento dos planetas, pois eles são considerados os agentes da Astrologia. Vou resumir muito resumidamente o fulcro da interpretação de um mapa: o planeta indica a ação, o signo indica como a ação se desenvolve e a casa revela a área da vida que essa ação é realizada.

Entendamos que cada planeta rege um ou dois signos e cada signo tem uma casa relacionada. O planeta em seu próprio signo é chamado domiciliado, e quando ele está na casa correspondente a seu signo ele estará mais forte. Existem compatibilidades de planetas e signos, que os astrólogos chamam de dignidades planetárias.

A colocação única dos planetas nas casas é determinada pelo seu signo Ascendente. Este é o signo que estava no horizonte oriental no exato momento do seu nascimento. Seu Ascendente cria toda a arquitetura do seu mapa natal e, para o astrólogo, define o seu governante no mapa. É pelo Ascendente que definimos muito de nossa experiência externa, como uma máscara ou lente de nossa personalidade pública. Uma metáfora: se o seu signo solar escreve o discurso, seu signo ascendente diz como o discurso será transmitido. O Ascendente revela como somos percebidos pelos outros e como interagimos com o mundo.

Por exemplo, se sua Lua natal está em Câncer na casa 7 (a casa que representa parcerias comprometidas), sua felicidade emocional pode estar muito ligada aos seus relacionamentos. Um Marte em Virgem na casa 11 (a dos projetos humanitários) pode indicar uma pessoa motivada a ajudar os outros de maneiras práticas e eficientes.

Espero que tenha ficado claro que os princípios da interpretação são simples, mas interpretar é uma atividade complexa. Há também os aspectos planetários a considerar (a relação dos planetas entre si) e também, claro, os movimentos que fazem, que constituem os trânsitos planetários. Por isso dizemos que o mapa, embora fixo, não é estático. O nosso mapa natal não muda, mas os planetas se mexem no céu, e esta é a interpretação de momento.

Existem muitos livros e cursos para aprofundar a interpretação. Um dos livros mais acessíveis para quem quiser começar é “Normas Práticas para Interpretação de Mapa Astral”, de Stephen Arroyo. Quem conhece o livro sabe que ele é fininho, sequer tem 200 páginas. Afinal, como já disse, é simples, mas complexo.

Por esse motivo é que o assunto nem de longe pode se esgotar em um post. Espero ter contribuído para despertar a curiosidade de vocês. Peguem seus mapas e deem uma olhada nele. Quem sabe alguma luz chega das estrelas?

Mitos comuns sobre Astrologia

Está na hora de um textão para desfazer alguns mal-entendidos, crenças e papinhos mequetrefes sobre a atividade astrológica.

Vemos muitos mitos e fantasias sobre Astrologia, tipo esse unicórnio rosa, aquático e alado (Susan Cipriano/Pxhere)
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