O lado profundo de Gêmeos

Com a Lua fora de curso na maior parte do dia (ela entra em Áries às 15h28), o jeito é tentar concentrar o dia em coisas rotineiras ou mais calmas. Por que não estudarmos mais sobre Gêmeos, o signo por onde o Sol transita no momento? Vejamos este approach mais profundo para a duplinha mais malandra do Zodíaco.

Engana-se (e muito) quem pensa em Gêmeos como um signo fraco, oco, rasteiro e superficial (Foto: PxHere)
Continue reading “O lado profundo de Gêmeos”
Anúncios

A complexidade de Touro

A exemplo do que já fiz com Áries, vamos dedicar a Touro um post mais profundo. Por ser o primeiro signo de terra, afeito a prazeres simples da vida, este signo é considerado meio elementar, quase primário. Que engano, minha gente. Na verdade, este “textão” quer mencionar alguns aspectos mais espirituais e complexos de um dos signos mais materiais do Zodíaco. Prontos para uma jornada quase esotérica?

BuddhainButanbyRktkn-unsplash
Conheça a ligação entre Touro e Buda, um dos grandes sábios da humanidade (Rktkn/Unsplash)

Continue reading “A complexidade de Touro”

Tudo começa em Áries

Estamos mais ou menos na metade da temporada de Áries. Todos nós sentimos os efeitos do Sol no signo do Carneiro, do início, da centelha e do pioneirismo. Que tal prestarmos mais atenção a um lado mais oculto de Áries? Ou será que não é tão oculto assim? Vem aí textão…

Carneiro celeste, Áries representa a intenção divina, o propósito por trás da Vontade de Deus (Foto: MaxPixel)
Continue reading “Tudo começa em Áries”

Como se faz um mapa astral

Entender como funciona o processo de confeccionar e interpretar posicionamentos e movimentos de planetas pode ajudar você a saber mais sobre o seu próprio mapa.

Posição e movimento dos planetas nas casas e nos signos precisa de interpretação precisa (Mira Cosic/Pixabay)

Mais do que luz nas experiências diárias e reconhecimento do movimento de planetas, nosso horóscopo pessoal (ou mapa natal) é capaz de fornecer uma infinidade de sugestões e de informações. Por isso é que me disponho, antevendo uma linda Lua em Sagitário em conjunção a Júpiter, a partilhar segredos da profissão de astrólogo. Quem já tiver seu mapa astral pode dar uma olhada nele e entender como ele funciona.

Para quem não sabe, o mapa natal revela a localização dos planetas no céu no momento do nascimento, daí a importância de saber a hora exata que você nasceu. Ele é um gráfico. Uma análise desse gráfico, também chamado de horóscopo (do grego hors (horário) + skope (eu vejo), pode fornecer uma visão profunda de sua personalidade, motivações e desejos.

Não quero me alongar aqui sobre a história da Astrologia. Nossos ancestrais observaram os céus e rastrearam fenômenos importantes, como eclipses, cometas e padrões cíclicos (as fases da Lua). Mapearam constelações, identificaram estrelas e planetas há 6.000 anos, antes mesmo de construírem instrumentos de observação. Por isso é que os planetas clássicos só vão até Saturno, o último planeta observável a olho nu.

Atribui-se aos babilônios a divisão do céu em 12 setores e cada um deles com o nome de uma constelação, dando a este cinturão o nome de Zodíaco. Os babilônios observaram o movimento dos planetas e viam que correspondiam a eventos auspiciosos (ou não) na Terra. Foram os romanos, já no primeiro século, que ampliaram a interpretação de estrelas, planetas e constelações (que depois migraram para signos) usando a sua mitologia. É por isso que os nomes são latinos, jamais gregos. A mistura de observação e folclore deu origem à Astrologia, que tanto reverbera na experiência humana e no inconsciente coletivo até hoje. Mas como é isso?

Vou tentar uma explicação simples. Durante séculos, a Astrologia estava no coração da ciência, da medicina, da filosofia e da magia. O axioma hermético (de Hermes, ou Mercúrio) “como acima, tão abaixo” significava a crença de que o vasto e misterioso macrocosmo do universo reflete o microcosmo das experiências humanas. O advento do telescópio (já no século 17) e a correspondente descoberta dos chamados “planetas modernos” – Urano, Netuno e Plutão – completaram o quebra-cabeça celestial. Embora a função da astrologia tenha mudado (hoje é mais usada para autoconhecimento do que para prever boas colheitas ou resultado de guerras), hoje ainda observamos os planetas como os antigos babilônios fizeram.

Os símbolos refletem quem somos

Embora a astrologia seja um estudo vasto, complexo e altamente especializado, ela fascina os leigos porque seus princípios básicos não deixam de ser simples. O mapa natal é como uma foto do céu no momento do seu nascimento. Esta foto revela a localização precisa de cada um dos planetas e qual signo eles ocupavam. Em alguns mapas de nascimento, temos planetas concentrados num só signo; em outros, eles estão espalhados pelo céu. A distância entre esses planetas é importante, pois cada um tem sua própria função celestial.

Aprender também como os planetas se movem é um passo crítico no início de sua jornada para as estrelas. Os planetas com órbitas curtas movem-se pelo Zodíaco frequentemente e são específicos da data e hora de nascimento de um indivíduo. Chamados de planetas interiores (ou internos), eles incluem o Sol, a Lua, Mercúrio, Vênus e Marte. São terrivelmente pessoais e afetam diretamente nossas personalidades únicas e as experiências do dia a dia.

Os planetas do outro lado do Cinturão de Asteroides são referidos como os planetas exteriores. Esses corpos celestes – Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão – movem-se muito mais devagar, trocando signos em intervalo que variam de um a até 30 anos. Os planetas exteriores definem temas de vida maiores, bem como experiências compartilhadas por gerações. Por isso às vezes também são chamados de geracionais.

O significado dos planetas exteriores em um mapa natal é determinado pelas casas que eles ocupam. Um mapa é dividido em doze seções referidas como casas. Cada casa representa uma área da vida e são divididas assim: as casas de 1 a 6 abordam atividades cotidianas e assuntos mundanos, como finanças pessoais, casa e rotinas; as casas de 7 a 12 estão relacionadas a conceitos mais abstratos, incluindo filosofia, legado e habilidades psíquicas. A colocação dos planetas nas casas revela onde armazenamos nossa energia, bem como nossos pontos fortes e fracos.

Vamos dar uma no mais básico, o resumão, o essencial e fundamental de cada planeta. Lembro também que, para a Astrologia, Sol e Lua são considerados planetas, mesmo sabendo que não são.

Este é o resumo mais básico do significado dos planetas no mapa (Arte: Berliques e Berloques)

Examine seu próprio mapa e considere os planetas e seus signos e casas correspondentes. Como a função de um planeta é influenciada pelo seu signo do Zodíaco e qual área da vida impacta mais diretamente? É a partir daqui que começa a sua interpretação única de um mapa natal. Ela sempre leva em consideração o planeta no signo e na casa. Os antigos sempre prestavam muita atenção ao movimento dos planetas, pois eles são considerados os agentes da Astrologia. Vou resumir muito resumidamente o fulcro da interpretação de um mapa: o planeta indica a ação, o signo indica como a ação se desenvolve e a casa revela a área da vida que essa ação é realizada.

Entendamos que cada planeta rege um ou dois signos e cada signo tem uma casa relacionada. O planeta em seu próprio signo é chamado domiciliado, e quando ele está na casa correspondente a seu signo ele estará mais forte. Existem compatibilidades de planetas e signos, que os astrólogos chamam de dignidades planetárias.

A colocação única dos planetas nas casas é determinada pelo seu signo Ascendente. Este é o signo que estava no horizonte oriental no exato momento do seu nascimento. Seu Ascendente cria toda a arquitetura do seu mapa natal e, para o astrólogo, define o seu governante no mapa. É pelo Ascendente que definimos muito de nossa experiência externa, como uma máscara ou lente de nossa personalidade pública. Uma metáfora: se o seu signo solar escreve o discurso, seu signo ascendente diz como o discurso será transmitido. O Ascendente revela como somos percebidos pelos outros e como interagimos com o mundo.

Por exemplo, se sua Lua natal está em Câncer na casa 7 (a casa que representa parcerias comprometidas), sua felicidade emocional pode estar muito ligada aos seus relacionamentos. Um Marte em Virgem na casa 11 (a dos projetos humanitários) pode indicar uma pessoa motivada a ajudar os outros de maneiras práticas e eficientes.

Espero que tenha ficado claro que os princípios da interpretação são simples, mas interpretar é uma atividade complexa. Há também os aspectos planetários a considerar (a relação dos planetas entre si) e também, claro, os movimentos que fazem, que constituem os trânsitos planetários. Por isso dizemos que o mapa, embora fixo, não é estático. O nosso mapa natal não muda, mas os planetas se mexem no céu, e esta é a interpretação de momento.

Existem muitos livros e cursos para aprofundar a interpretação. Um dos livros mais acessíveis para quem quiser começar é “Normas Práticas para Interpretação de Mapa Astral”, de Stephen Arroyo. Quem conhece o livro sabe que ele é fininho, sequer tem 200 páginas. Afinal, como já disse, é simples, mas complexo.

Por esse motivo é que o assunto nem de longe pode se esgotar em um post. Espero ter contribuído para despertar a curiosidade de vocês. Peguem seus mapas e deem uma olhada nele. Quem sabe alguma luz chega das estrelas?

Mitos comuns sobre Astrologia

Está na hora de um textão para desfazer alguns mal-entendidos, crenças e papinhos mequetrefes sobre a atividade astrológica.

Vemos muitos mitos e fantasias sobre Astrologia, tipo esse unicórnio rosa, aquático e alado (Susan Cipriano/Pxhere)
Continue reading “Mitos comuns sobre Astrologia”

Sagitário e as lições nos filmes animados

 O curioso e descontraído signo de Sagitário odeia regras. Então, em homenagem à temporada dos centauros zodiacais, chegou a vez do blog quebrar a tradição da brincadeira astrológica de domingo sobre signos com uma atividade sagitarianamente divertida e diferente. Uma das características do signo do mês é a busca de aprendizado na prática, de maneira descontraída e inocente. Conhecimento se apresenta das mais variadas formas, e Sagitário reconhece isso de longe. Tomemos como exemplo os filmes de animação. Grandes lições de vida são ensinadas nestes filmes teoricamente dedicado a crianças, nos quais muitos adultos percebem conter valiosos ensinamentos. Por isso, coloco aqui uma lista de filmes recentes e suas lições. E também deixo os leitores muito à vontade para contribuírem com mais filmes e mais interpretações nos comentários.

Procurando Dory (E) e Uma Aventura Lego têm lições valiosas a todas as idades (Montagem: Berliques e Berloques)
Continue reading “Sagitário e as lições nos filmes animados”

O que não dá para esquecer sobre as eleições

Venho recebendo pedidos para me manifestar sobre uma leitura astrológica da eleição. Confesso que estava pouco inclinada a fazer isso por uma diversidade de motivos. O mais evidente é que vejo colegas profissionais muito mais qualificados para fazer este tipo de análise. Também porque os astros estão dando seu recado há tempos. Não há motivos para se surpreender com os fatos. Contudo, não vou me furtar a dar um pitaquinho na forma de um extenso textão.

Imagens produzidas pelo Senado
Voltamos às urnas, enquanto os astros deixam no céu recados sobre a conjuntura (Marri Nogueira/Agência Senado)

Deixa eu começar pelo básico da Astrologia. Os signos e casas indicam a energia e o tema, mas quem faz a ação é o planeta. Então, analisar os planetas nos signos pode nos dar indicações das tendências gerais de movimentos pela frente. Cada planeta age de sua maneira específica no signo, energizando estes temas e emprestando suas ações a estes assuntos. Planetas lentos (Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e Plutão) permanecem mais tempo nos signos, e tendem a influenciar mais tempo – às vezes por gerações inteiras. Eles ajudam a entender grandes movimentos sociais. Com isso em mente, podemos tentar esquadrinhar o cenário eleitoral de 2018.

Quem acompanha Astrologia – mesmo que de longe – sabe que este ano astrológico é regido por Júpiter, atualmente transitando em Escorpião e preparando-se para voltar para a sua casa de Sagitário. Júpiter aumenta tudo o que toca. Ao tocar Escorpião, ele deixou em evidência temas como sexo, poder, morte, dinheiro dos outros. Nunca vou me esquecer do fato de que no mesmo dia que Júpiter entrou no signo do escorpião estourou o escândalo sexual que levou ao movimento #MeToo. Abuso sexual tem tudo a ver com Escorpião.

Repito que Júpiter amplifica tudo o que toca. Poder também é um atributo do signo de Plutão. A sede de poder fica aumentada pela regência de Júpiter no ano. Por que o espanto com a voracidade dos que disputam o poder nesta eleição? Ou qual a surpresa de que seus partidários sejam vocais, atuantes e militantes? Escorpião atua nas sombras, então tem segredo sexual e financeiro (ou ambos) pululando do armário todos os dias.

Temos também em 2018 a co-regência de Saturno, o planeta que está num ciclo maior de regência de 35 anos. Saturno, regente da casa 10 e de Capricórnio, tem tudo a ver com poder, política, instituição e imagem social. Ele é conservador, Senhor do Carma, protetor da ética, praticamente o fundador do patriarcado. Teoricamente, Saturno e Júpiter atuando juntos poderiam garantir a restrição dos excessos. Eu escrevi “poderiam” porque não é o que estamos observando, certo?

O passado retorna como o novo

Júpiter nos incentiva a abraçar novas oportunidades, ir além e para longe, ao mesmo tempo que Saturno nos aconselha a ter mais cuidado e a ponderar sobre os assuntos. Saturno não é muito fã de novidade; ele tem grande apreço pelo tradicional e pelo conhecido. Por isso, tudo que hoje se apresenta como novo e diferente tem este ar tão conhecido e familiar. O passado retorna como novidade, mas nem tenta disfarçar.

Sabemos que o lado menos evoluído de Júpiter se apresenta como arrogante e otimista ao extremo. Se este Júpiter for combinado ao lado menos evoluído de Saturno (conservador e autoritário, refratário ao novo), temos uma combinação incapaz de ser permeada por um mínimo de razão e compaixão. Chega a ser contraditório para Júpiter, o planeta do conhecimento superior e das filosofias humanitárias e também para Saturno, pai benfeitor que recompensa o esforço árduo de seus filhos.

Saturno entrou em Capricórnio em dezembro de 2017 e fica em casa até 2020, quando vai a Aquário, o signo das revoluções sociais, das rebeliões. Quem pensa que Saturno está tocando o terror hoje e vai melhorar depois de 2020 provavelmente não faz ideia do que ele pode fazer quando entrar no signo do aguadeiro. Mas antes disso ele continua em Capricórnio, e acompanhado de um colega pequeno mas poderoso: Plutão.

Desde 2008, Plutão está tocando o terror em Capricórnio, expondo as entranhas do poder, das instituições, das grandes corporações, das grandes finanças, do big business. Não faz tanto tempo assim que tivemos os movimentos #OccupyWallStreet, que se espalharam pelo mundo. Bancos centenários quebraram, crises econômicas explodiram, as instituições tradicionais ficaram por um fio, o patriarcado se viu exposto e questionado. A onda de contra-ataque aos avanços sociais foi sendo gestada lentamente, nas sombras onde Plutão vive, para ganhar fôlego e explodir em conservadorismo. A reação aos conservadores também começa quieta para ganhar as ruas, como no movimento #EleNão.

Conservadorismo em evidência

A onda explícita de conservadorismo de costumes (racismo, homofobia, xenofobia, exclusão generalizada de tudo que é diferente) pode ser atribuída a esta aproximação Saturno-Plutão em Capricórnio, amplificada por Júpiter em Escorpião no seu ano de regência. Aliás, o movimento #EleNão para mim é uma resposta muito explícita a Saturno (o patriarcado, o conservadorismo) e a Plutão (poder nas sombras, poder político, poder real). Mas esta dupla continuará lado a lado por muitos anos. Eles entram em conjunção em 2020, ano importante para a política, porque sinaliza uma grande mudança em Capricórnio. Um alinhamento de cinco planetas no signo da política e das instituições tradicionais não é qualquer coisa.

Saturno entra em Aquário em 2020 e lá fica até 2023, por pouco não encontrando Plutão, que entra neste signo em 2024. A onda de conservadorismo deve continuar por conta deste signo. “Mas Aquário não é o signo do futuro, da liberdade?”, perguntam. Gente, Aquário era regido por Saturno até o fim do século 19. Lamento informar, mas ele também tem uma veia conservadora. Mas também é de lá que vem a possível onda revolucionária, capaz de lutar pelas liberdades individuais que porventura tiverem sido retiradas, suprimidas ou oprimidas.

Na verdade, o que ocorre é que Saturno não tolera falsidades e fraude. Ele prima pela ética e a verdade. Mas como ele é o signo do homem velho e opressor, ele também se acha o chefe do poder e o dono da verdade. Literalmente, em Saturno, a verdade é o que ele determina ser a verdade. E, como pai terrível e autoritário, ele oprime e pune quem falta com a (sua) verdade ou quem o contesta. Na mitologia, foi Júpiter que deu fim ao reinado de horror de Saturno, seu próprio pai.

Ajuda muito para esta onda conservadora a entrada de Netuno em Peixes desde 2012. O planeta dos mártires está na sua casa, o signo dos sonhadores. A realidade é ilusória, fugaz e francamente embaçada. Netuno em Peixes está ligado a fake news, aos anúncios de fim do mundo a cada três ou seis meses. Quem quer, consegue viver na ilusão e chamá-la de verdade. Nas brincadeiras de internet, muita gente diz que o mundo acabou em 2012 (com a profecia maia) e estamos vivendo uma espécie de Universo Inverso ou Mundo Bizarro desde então. Confesso que não deixa de ter uma ressonância no que se vê por aí.

E o choque de realidade está por vir

Para muitas pessoas, o que precisa é um choque, uma ruptura tremenda capaz de dar fim a estas estruturas e recomeçar do zero. Felizmente, a Astrologia tem uma resposta para isso, e ela se chama Urano. Muitos astrólogos chamam Urano de O Grande Despertador da Consciência. Como regente de Aquário, o signo dos grupos sociais, Urano desperta a consciência social. Individualmente, para os “adormecidos”, este planeta pode causar grandes rupturas, destruindo casamentos, rompendo relações de trabalho e de família em nome da evolução. Com Urano, queiramos ou não, somos obrigados a abandonar o velho, porque ele ruiu. Não temos como voltar a morar num prédio transformado em escombros.

Em maio, Urano entrou em Touro, modificando o modo como trabalhamos, o modo de ganhar dinheiro, de tratar a terra, de tratar da Terra, de cuidar dos rebanhos e de plantar alimentos. Ele fica até 2026 agindo nestas áreas. A estabilidade econômica e as finanças vão mudar. Estamos vendo as relações de trabalho se modificar, o emprego revolucionar. Os próprios empresários reclamam que o modelo de emprego tradicional está desgastado. Os trabalhadores também se modificam, e a chamada Uberização pode ser apenas uma transição para o novo modelo de trabalho.

Os bancos tradicionais estão ruindo, as bolsas quebrando. Aliás, a configuração astrológica é muito semelhante à de 1929, quando houve a Quebra da Bolsa de Nova York. Quem pensaria em cartões de crédito sem banco há dez anos? Como Urano é o “santo padroeiro” das tecnologias de ponta, podemos esperar que estas novas relações de trabalho e dinheiro se deem pelos computadores e celulares.

Os novos paradigmas trazidos por Urano em Touro sinalizam uma mudança muito maior na sociedade. Pois Touro é o signo dos nossos valores, além do nosso dinheiro. Então certamente todos nós vamos repensar o que tem valor de verdade ou não. Nosso próprio valor pessoal vai ser questionado por nós mesmos. Um detalhe não menos importante é que este Urano em Touro vai atingir muita gente com posicionamentos em Escorpião, a quem fará oposição. Como pessoas entre 30 e 65 anos estão entre aquelas que tem planetas em Escorpião, prevejo que a mudança será pessoal para muita, muita gente mesmo.

Quem está acompanhando o texto até agora pode reclamar: “Pô, mas eu queria ler sobre essa eleição!”. Desculpe frustrar quem pensou que eu fosse dizer quem sairá vitorioso das urnas. Astrologia, na minha opinião, não é para isso. E o texto discorreu, sim, sobre a eleição e sobre seu contexto astrológico. Sempre preguei que os astros não determinam o que vai acontecer. Somos livres para tomar nossas decisões.

No começo do post, eu disse que não queria escrever sobre as eleições, porque não traria nenhuma novidade. Também não vejo motivos para se surpreender com os acontecimentos. As tendências dos astros estão postas aí faz tempo e elas fornecem respostas a tudo que anda acontecendo. Basta ler sobre Júpiter em Escorpião, Saturno em Capricórnio, Urano em Touro, Plutão em Capricórnio… Mas o comportamento humano, sim, este pode nos surpreender. Também não tem respostas simples para muitas das coisas que estamos testemunhando. Uma eleição sempre é complexa.

Questões complexas jamais podem ser respondidas com respostas simples. Daí o textão.

Boa eleição a todos.